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09/10/2017 11:57:28 - Atualizado em 09/10/2017 11:59:58


31 mil crianças e adolescentes estão em situação de trabalho infantil em AL

Representante do Fetipat-AL, Marluce Pereira, apresenta características do trabalho infantil no estado em entrevista para TV

 
Em Alagoas, 31 mil crianças e adolescentes estão em situação de trabalho infantil, de acordo com a PNAD 2015. Mais da metade atua na agricultura. As que estão nas áreas urbanas trabalham em sinais, nas praias, nas feiras livres, informou a representante do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Fetipat-AL), Marluce Pereira, em entrevista a um programa de televisão. 
 
Ela destacou o trabalho realizado para o combate e a prevenção a essa violação de direitos, que resultou numa redução de mais de 35% no estado. Entre eles, ações para retirar meninas e meninos do trabalho em feiras livres em diversas cidades. 
 
“O trabalho infantil interfere nos desenvolvimentos psicológico e físico. São crianças que não têm condições físicas para exercer determinadas atividades que, se não provocam lesões imediatas, vão provocar a longo prazo e podem se apresentar na idade em que a pessoa estiver apta a trabalhar”, ressalta Marluce. 
 
A representante do Fetipat alerta que o trabalho infantil é uma das causas para o abandono escolar. Em Alagoas, de acordo com dados divulgados pelo INEP referentes aos anos de 2015 e 2016, as taxas de abandono são de 12% na área rural e 11% na área urbana. 
 
Marluce ressaltou dois fatores essenciais para a perpetuação do trabalho infantil: a desigualdade social e a naturalização do trabalho infantil. “Dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) mostram o crescimento da extrema pobreza em 6% entre 2-10 e 2016. Além disso, tem o mito de que é melhor a criança trabalhar do que roubar. É preciso um diálogo com a sociedade. Nós, enquanto sociedade, quando permitimos e naturalizamos o trabalho precoce estamos legitimando uma violação de direitos”, disse. 
 
“A criança na rua está submetida a uma série de violências. Ela pode ser aliciada para o tráfico ou para a exploração sexual, pode sofrer abusos. Precisamos respeitar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a Constituição que dizem que a criança é prioridade absoluta e a ela deve ser garantida toda a proteção social, o que passa por respeitar a fase de desenvolvimento, em que ela precisa brincar e estar na escola”, defendeu.
 
Assista a entrevista completa em: https://goo.gl/H75yNG

Fonte: Programa Pausa II


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