Fórum Estadual do Mato Grosso

  • Noticias

  • Agenda

  • Biblioteca

  • Contato

Notícia

09/08/2016 10:28:47 - Atualizado em 11/08/2016 09:12:56


Governo de Mato Grosso aprova plano de prevenção e erradicação do trabalho infantil

Ações estão organizadas em oito eixos prioritários e serão realizadas com o apoio de instituições que compõem o Fepeti-MT

O Governo de Mato Grosso aprovou, na semana passada, o Plano Estadual de Prevenção para a Erradicação do Trabalho Infantil, elaborado pelo Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti). A normativa reúne estratégias e políticas de ações para coibir essa violação aos direitos infantojuvenis.

O decreto nº 649, assinado pelo governador Pedro Taques e pelo secretário de Trabalho e Assistência Social, Valdiney de Arruda, foi publicado no Diário Oficial de terça-feira (02). A Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) participará ativamente da execução do plano.

Conforme explicou Valdiney, que também é secretário-executivo do Fepeti, o plano elenca ações para serem realizadas dentro de oito eixos estratégicos de ações prioritárias. “O Executivo, por meio da Setas e com auxílio do Fepeti, já vinha realizando um trabalho forte para combater esse tipo de violação contra a criança e adolescente. E agora, essas e outras ações serão oficializadas e constatadas por meio do plano”, destacou o gestor.

O texto apresenta um panorama do trabalho infantil em Mato Grosso, as atividades propostas para o próximo triênio, além de outras informações que auxiliam na compreensão da temática. As ações previstas serão realizadas com o esforço coletivo das instituições que compõem o Fepeti, como o Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedca).

O plano – Foram estabelecidos oito eixos prioritários para o Plano Estadual de Prevenção para a Erradicação do Trabalho Infantil: enfrentamento ao trabalho infantil; articulação de gestores públicos e da sociedade civil organizada para efetiva; implementação das políticas de prevenção e enfrentamento ao trabalho precoce; capacitação da rede para desenvolver as ações de prevenção, enfrentamento e atendimento às crianças e adolescentes vulneráveis.

E ainda mobilização e sensibilização da sociedade para o enfrentamento da cultura de tolerância ao trabalho infantil; fortalecimento de políticas públicas que proporcionem a adequada transição escola; municipalização das ações do Fepeti; fortalecimento Institucional do Fepeti e análise e acompanhamento do desenvolvimento do plano.

Cada um desses eixos possui um plano de ação pré-estabelecido, objetivo, atores pré-definidos e que serão envolvidos, cronograma de execução, pontos focais responsáveis e indicadores.

Trabalho infantil – De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), no Brasil 5,2% das crianças entre 10 a 13 anos exerceram algum tipo de ocupação. em Mato Grosso, 78 mil pessoas com idade entre 5 e 17 anos encontravam-se ocupadas, sendo a maioria delas homens. Em complemento, de acordo com o Censo de 2010, dos 141 municípios mato-grossenses, 59 possuem índices dentre 0% e 5% de ocupação para crianças entre 10 e 13 anos, em 48 destes municípios os índices estão entre 5% e 10%, em 27 municípios os dados apresentados estão entre 10% e 15%.

Fonte: Colniza Notícias/24 Horas News
 


Deixe seu comentário

Login

Comentários (0)

Destaques

Brasil registra aumento de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos

Pesquisa mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil

Faça parte desta campanha!

Fóruns estaduais organizam diversas mobilizações em todo o país

Campanha 100 Milhões por 100 Milhões é lançada no Brasil

Mobilização global pelo fim do trabalho infantil e contra toda forma de exploração terá lançamento oficial em 12 de junho

Mais da metade dos alunos brasileiros não tem conhecimentos financeiros básicos

De acordo com OCDE, estudantes enfrentam dificuldades para gerir conta bancária ou cartão de débito, por exemplo