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06/10/2014 15:52:59 - Atualizado em 06/10/2014 16:25:37


Fóruns Estaduais dão continuidade a Caravana do Norte

Amapá e Tocantins dão continuidade à pactuação de metas contra o trabalho infantil

No período que se seguiu à Caravana do Norte contra o Trabalho Infantil, realizada de abril a junho de 2013, os Fóruns Estaduais de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil de Tocantins e Amapá se organizaram para continuar suas ações. O Fórum do Amapá encerrou as atividades em 2014 alcançando todos os municípios do estado, e o Fórum de Tocantins percorreu todas as localidades com maior índice de trabalho infantil apontado pelo Censo de 2010. O resultado foi a assinatura dos Termos de Compromisso por todos os prefeitos dos municípios visitados, que se comprometeram a cumprir as metas de erradicação do trabalho infantil.
 
Amapá
No Amapá o Fórum Estadual reiniciou as atividades da Caravana no dia 30 de setembro de 2013, finalizando no dia 6 de setembro de 2014. Nesse período, os 16 municípios do Amapá foram visitados e, em todas as localidades, todos os prefeitos estiveram presentes nas audiências públicas e assinaram o Termo de Compromisso.
 
Crianças e adolescentes participaram das mobilizações, nas oficinas e palestras. Foram realizadas também fiscalizações e visitas institucionais em todos os municípios por membros do MPT e auditores fiscais da SRTE/AP, atividades socioeducativas livres, sob a responsabilidade do município.
 
A Caravana mobilizou prefeitos, secretários de Assistência Social, de Educação, conselheiros tutelares, conselheiros dos Direitos da Criança e do Adolescente, de Assistência Social, coordenadores e educadores do PETI, do Projovem-Adolescente, dos CRAS e CREAS, diretores e coordenadores pedagógicos de escolas, vereadores e a imprensa.
 
Tocantins
Em Tocantins, o Fórum Estadual percorreu os 13 municípios com maior incidência de trabalho infantil apontados pelo Censo 2010, com o principal objetivo de fortalecer as articulações e parcerias do Fórum Estadual e fazer uma interlocução com prefeitos e prefeitas para a erradicação do problema nessas localidades.

Foram realizadas diversas mobilizações em cada um dos municípios - desde apresentações culturais, palestras, debates até audiências públicas, momento político da Caravana realizada com a presença das autoridades locais para a assinatura do Termo de Compromisso. Em todas as audiências, crianças ou adolescentes estavam presentes e participavam da sessão solene, quando uma delas entregava o cata-vento para os prefeitos ou seus representantes.

Em todas as ações, o Fórum Tocantinense contou com o apoio de diversas instituições, como a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego/TO, Ministério Público do Trabalho, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Secretaria Municipal de Saúde, Conselhos Tutelares, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, dentre outras.

Na avaliação do Fórum de Tocantins, a Caravana superou as expectativas conseguindo melhor articulação entre os parceiros e a adesão de mais instituições, fortalecendo os espaços de discussão e proposição de ações, pautando o tema do trabalho infantil em todos os municípios percorridos.
 


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Comentários (2)

Sefora Alice Rola do Carmo

10 de Outubro de 2014 às 13:02:23
Parabenizamos pela importante matéria. Ao mesmo tempo, apresentamos os nossos agradecimentos ao FNPETI pelo apoio e incentivo irrestrito que recebemos para realização das caravanas no Amapá. Já estamos nos organizando para iniciar o monitoramento/avaliação dos compromissos assumidos pelos gestores municipais durante a passagem das caravanas. A luta por um Amapá sem trabalho infantil está ativa.

Séfora Alice Rôla do Carmo

10 de Outubro de 2014 às 13:01:01
Parabenizamos pela importante matéria. Ao mesmo tempo, apresentamos os nossos agradecimentos ao FNPETI pelo apoio e incentivo irrestrito que recebemos para realização das caravanas no Amapá. Já estamos nos organizando para iniciar o monitoramento/avaliação dos compromissos assumidos pelos gestores municipais durante a passagem das caravanas. A luta por um Amapá sem trabalho infantil está ativa.

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