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22/11/2017 10:20:40 - Atualizado em 22/11/2017 10:21:48


Gigantes da tecnologia não fazem o suficiente para evitar trabalho infantil

Pesquisa sobre empresas de eletrônicos e de carros mostra que existem “pontos cegos” nas cadeias de fornecedores de cobalto

Foto: Anistia Internacional
 
Grandes empresas de produtos eletrônicos e de veículos elétricos continuam não fazendo o esforço necessário para impedir que abusos de direitos humanos ocorram em suas cadeias de fornecimento de cobalto, revela nova investigação da Anistia Internacional quase dois anos após estudo da organização expor como as baterias usadas pelas gigantes mundiais podem estar ligadas à exploração de trabalho infantil na República Democrática do Congo (RDC).
 
O relatório Time to Recharge (Hora de recarregar), publicado no dia 15 de novembro, classifica gigantes do setor – incluindo Apple, Samsung Electronics, Dell, Microsoft, BMW, Renault e Tesla – e analisa o quanto estas empresas fizeram para melhorar suas práticas de abastecimento de cobalto desde janeiro de 2016, quando a Anistia Internacional publicou o estudo pioneiro Morremos para isto: violações de direitos humanos na República Democrática do Congo alimentam o comércio mundial de cobalto.
 
O novo estudo revela que apesar de algumas das empresas avaliadas terem feito progressos, outras continuam a fracassar na tomada até das medidas mais básicas, como investigar sua cadeia de fornecedores na República Democrática do Congo (RDC).
 
“Nossas investigações iniciais descobriram que cobalto minerado por crianças e adultos na RDC, em condições horríveis, está entrando nas cadeias de fornecedores de algumas das maiores marcas mundiais. Quando abordamos estas empresas, nos chamou a atenção perceber que algumas não faziam sequer as perguntas mais básicas sobre a origem do cobalto que usam nos seus produtos”, recorda a chefe do departamento de Empresas e Direitos Humanos da Anistia Internacional, Seema Joshi.
 
A pesquisadora frisa que “ao fim de quase dois anos, algumas das mais ricas e poderosas empresas do mundo continuam a dar desculpas por não investigarem suas cadeias de fornecedores”. “E até aquelas que já começaram a investigar, não revelam os riscos e abusos de direitos humanos que detectaram. Se as empresas não sabem de onde vem o cobalto que usam, seus clientes também não saberão”, critica.
 
“Este é um momento de mudança crucial. Com o aumento da procura por baterias recarregáveis, as empresas têm a responsabilidade de provar que não estão lucrando com a miséria de mineiros trabalhando em condições terríveis na República Democrática do Congo. As soluções de energia do futuro não podem ser construídas em cima de abusos de direitos humanos”, prossegue Seema Joshi.
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“As soluções da energia do futuro não podem ser construídas em cima de abusos de direitos humanos”, dizSeema Joshi, chefe do departamento de empresas e direitos humanos da Anistia Internacional.
 
Leia a reportagem completa no site da Anistia Internacional

Fonte: Anistia Internacional


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