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05/04/2018 15:17:05 - Atualizado em 05/04/2018 15:17:05


FEPETI debate protagonismo de crianças e adolescentes no enfrentamento ao trabalho infantil

Assembleia ocorreu na quarta-feira (4) e contou com a participação de jovens e adultos

O Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Sergipe (FEPETI/SE) realizou, na quarta-feira (4), a primeira Assembleia Geral do ano, com o tema "pelo Direito à Participação de Crianças e Adolescentes no Enfrentamento ao Trabalho Infantil". Participaram representantes de 22 municípios sergipanos.
 
A abertura dos trabalhos contou com a presença de um grupo de jovens e adultos, que fizeram a apresentação "Meu Coração", sobre o convívio com as diferenças. Os jovens Wagner dos Santos Almeida, Shirley Reis e Alanna Mangueira, integrante do FEPETI, relataram suas trajetórias. Alanna defendeu a importância de oportunizar às crianças e aos adolescentes espaços de fala. 
 
“Foi a partir de espaços como a assembleia que eu entendi que a participação é um direito que pode nos levar à conquista de outros direitos. Quando cheguei ao FEPETI, aos 14 anos, fui bem recebida pelos adultos-coordenadores. Desde então venho discutindo a importância desses adolescentes e jovens estarem nos espaços de poder”, declarou Alanna, que também faz parte da Iniciativa 100 Milhões por 100 Milhões e do Comitê Nacional de Adolescentes na Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil.
 
Após os relatos, os participantes foram divididos em três grupos. Os jovens e adolescentes responderam às seguintes questões: "quais dificuldades eu enfrento para ser protagonista em relação ao enfrentamento ao trabalho infantil?" e "o que é necessário para que eu possa ser protagonista e possa contribuir para superação desse problema?"
 
Entre as dificuldades apontadas, estão:
- Impossibilidade de escolher o próprio futuro;
- Falta de oportunidade e de realização de cursos especializados em âmbito municipal;
- Ausência de efetivo comprometimento de gestores das políticas públicas;
- Precariedade no acesso/transporte aos centros que oferecem apoio aos jovens e adolescentes;
- Preconceito racial, de gênero, de orientação sexual e com a condição de jovem aprendiz;
- Pressão psicológica provocada por adultos;
- Favorecimento de influências pessoais por parte dos gestores, que não utilizam critérios objetivos e uníssonos na indicação de cursos ou benefícios aos jovens e adolescentes.
 
Quanto às possibilidades, foram elencadas:
- Promoção de palestras motivacionais e orientadoras;
- Força de vontade do próprio jovem e adolescente;
- Que as escolas passem a discutir sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente com os seus alunos;
- Efetividade das garantias e direitos de crianças e adolescentes;
- Estabelecimento de parcerias entre empresas privadas e o poder público para contratação do jovem aprendiz;
- Maior disponibilização de bolsas de cursos profissionalizantes através das secretarias de municipais;
- Criação de campanhas de publicidade ressaltando a responsabilidade social de empresas privadas;
- Orientação e especialização no trato com o jovem aprendiz, para os profissionais de empresas empregadoras;
- Que as comissões que promovem os processos seletivos de jovens e adolescentes não possuam vínculo com os selecionados, para tentar diminuir os casos de seleção direcionada.
 
“Após as falas dos grupos, encerramos os trabalhos com a certeza de que os nossos adolescentes e jovens sabem o que fazer e como fazer para erradicar o trabalho infantil. O que falta é oportunidade. Não basta tirar a criança da rua, colocá-la na escola, precisamos garantir a saúde, a segurança e, sobretudo, alimentação”, destacou Alanna.
 

Fonte: FEPETI


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