A expansão das plataformas digitais e do mercado online transformou profundamente a forma como crianças e adolescentes interagem com as telas e o trabalho. Hoje, o fenômeno se manifesta em transmissões ao vivo, competições de esportes eletrônicos, conhecidos também como e-sports, criação de conteúdo, “empreendedorismo mirim” e até nas mais graves violações, como a exploração sexual infantil online. Apesar de novos formatos, os riscos permanecem os mesmos: jornadas extenuantes, pressão por desempenho e por curtidas, exposição a conteúdos nocivos e violação de direitos.
O vídeo do influencer Felca, repercutido por Katerina Volcov, secretária-executiva do FNPETI, trouxe à tona a problematização da ausência de infância – ou como o influenciador denominou, adultização precoce — quando se atribuem responsabilidades, pressões e comportamentos adultos às crianças e aos adolescentes. Essa lógica está presente tanto em reality shows e concursos, quanto em perfis de influenciadores(as) mirins que transformam a infância em vitrine e produto.